Você já parou pra pensar: “porque eu sou headbanger?”
Ou “o que significa tudo isso” ?

Será que ser headbanger (ou metaleiro, como muitos chamam, mas aqui vou usar o termo headbanger) é só se vestir de preto, cheio de couro e tachas, usar coturno e balançar muito a cabeça em shows?
Será que somos só isso?
Bom, muitas pessoas desinformadas sobre o Metal, metem o pau na gente dizendo que somos só um bando de loucos que fazem parte de uma “seita” que balança a cabeça (exemplo aqui: http://lorenti.org/wp-content/2007/10/veja.jpg)
Será que nosso querido estilo musical é só uma barulheira, como diz nessa matéria deprimente da Veja?
NÃO! Definitivamente, não!
Metal é um estilo de música, música é arte e arte é um meio de expressão! O Heavy Metal é uma cultura mundial e ramificada que se utiliza da música para expressar seus pensamentos e sentimentos.
Pensamentos esses que variam em cada estilo dentro do Heavy Metal, mas basicamente são pensamentos de liberdade; de indignação com a hipocrisia da sociedade; de extravasar a raiva de tantas merdas que vemos por aí.
Os músicos do Metal são em grande parte, ótimos músicos, pois têm a capacidade de compor melodias complexas (as vezes extremamente complexas) com ótima sonoridade e letras muito boas!
Claro que para muitos brasileiros, uma música muito complexa acaba sendo só uma “barulheira sem sentido” , pois não compreendem, e para eles é muito mais fácil ouvir um pagodinho. (não desmerecendo o pagode, mas que é muito mais simples, é)
Além de todo esse lance de ideologia e músicas muito pensadas e sentidas, o Heavy Metal tem influências de linhas de pensamento e de antigas culturas (sim!).
- O Black Metal foi/é influenciado por Nietzsche e Hitler, adota uma idéia de darwinismo social, além de ter visão crítica sobre política.
- O Folk Metal e seus ramos (viking, celta, etc) é adepto de folclores e mitologias, cultura nórdica, celta, medieval, andina.
- O Gótico usa elementos eruditas nas músicas, adotam temas de religião, alguns dos "cenários" são da era vitoriana outros da romana e moderna.
E é obvio a adoção ao estilo gótico europeu, que se tornam uma filosofia de vida. Além de abranger a arquitetura e vestuário.
- O estilo de canto gutural foi criado pelos monges tibetanos.
- O Folk Metal e seus ramos (viking, celta, etc) é adepto de folclores e mitologias, cultura nórdica, celta, medieval, andina.
- O Gótico usa elementos eruditas nas músicas, adotam temas de religião, alguns dos "cenários" são da era vitoriana outros da romana e moderna.
E é obvio a adoção ao estilo gótico europeu, que se tornam uma filosofia de vida. Além de abranger a arquitetura e vestuário.
- O estilo de canto gutural foi criado pelos monges tibetanos.
Outro exemplo é que, a Igreja Católica proibiu os músicos ocidentais de usarem o Trítono, que é um intervalo musical (de no mínimo 3 tempos) que aumenta a 4ª nota (deixa sustenida) ou diminui a 5ª (deixa bemol)
e isso causa uma certa sensação de "movimento" na música, muito usado em músicas clássicas pra fazer momentos de 'tensão'
Exemplos de trítono mais carregadas de tensão podem ser encontrados em algumas músicas como a 5ª Sinfonia, 1º Movimento de Beethoven, que possuem mais trítonos em sua construção harmônica.
O trítono é um elemento essencial do heavy metal, compondo a atmosfera musical que lhe é característica.
A Igreja achava que o trítono era a nota do diabo. Talvez seja daí que começou toda essa história de que Heavy Metal é do Diabo. (mas todos nós sabemos que esse negócio de que metal é do diabo é a maior bobagem, e que alguns que se utilizam disso, utilizam como marketing, mas isso fica pra um outro post, talvez, senão vou sair do meu foco)
Agora me digam, como que um estilo musical tão influenciado por outras culturas e filosofias, pode ser visto por alguns como simplesmente “bagunça, bate-cabeça e visual” ? E o visual faz o headbanger? Desde quando?
Quem garante que uma pessoa que anda TODO O TEMPO cheio de visual entende a melodia das músicas que ela escuta, as letras... Se eu colocar chinelo e blusa branca pra ir na padaria, ou se eu sair com a minha mãe, eu não sou headbanger?
Será que os nossos ídolos de metal se matam tanto pra compor uma música fodona com uma letra complexa, pra nós simplesmente “banguearmos” e nos preocuparmos com o nosso visual? Ou será que eles ficam muito mais satisfeitos quando um fã entende ou pelo menos tenta entender a sua composição, a sua letra, o sentimento que ela passa?
Bagunça é muito legal, banguear é muito bom e adoro me vestir como me sinto bem, mas não vamos nos esquecer do essencial :
Metal é cultura, e cultura é para ser apreciada também. E se o metal não fosse tudo isso, será que ele não teria “morrido” já?
Deixemos o simples exterior ser usado por pessoas “coloridas” e outros tipos de pessoas fúteis, como essas que a gente vê se achando porque têm isso ou aquilo, pois nós temos muito mais que apenas exterior.
Nós temos idéias, cultura, e temos que fortalecer isso para outras grandes bandas surgirem (principalmente aqui no Brasil), e fortalecer mais ainda nosso querido METAL!

(resposta à matéria estúpida da revista veja aqui nesse blog :
http://lorenti.org/2007/10/19/heavy-metal-e-ideologia/ o cara mandou bem!)







